27/05/2026

ARTISTA - O QUE SÃO?


 

A FORÇA SILENCIOSA DA GRATIDÃO

 Em um mundo cada vez mais acelerado, onde metas, prazos e resultados ocupam o centro das atenções, a gratidão surge quase como um gesto simples demais — discreto, silencioso, muitas vezes negligenciado. No entanto, é justamente nessa simplicidade que reside uma de suas maiores forças: a capacidade de transformar, de dentro para fora, tanto quem recebe quanto, sobretudo, quem oferece.

 Ser grato não é apenas reconhecer o que se ganha, mas, principalmente, valorizar o que se tem e o que se é. É um estado de consciência que desloca o olhar da escassez para a abundância, da reclamação para o reconhecimento. E quando essa postura se traduz em ações — quando a gratidão se manifesta em ajuda, cuidado e generosidade — algo ainda mais profundo acontece.

 Há uma crença comum de que o maior beneficiado em um ato de ajuda é aquele que recebe. Mas a experiência humana mostra o contrário: quem ajuda é profundamente impactado. Ao estender a mão, ao oferecer tempo, atenção ou apoio, ativamos uma energia interna que nos conecta ao sentido mais essencial da existência — o de pertencimento e contribuição. Ajudar é, em última instância, reafirmar nossa humanidade.



 Esse movimento gera um ciclo virtuoso. A pessoa ajudada se fortalece, mas quem ajuda se expande. Há um ganho emocional, psicológico e até físico. Estudos já demonstram que atos de generosidade reduzem o estresse, aumentam a sensação de propósito e fortalecem vínculos sociais. Mas, para além da ciência, há algo quase intuitivo: fazer o bem faz bem.

A gratidão, então, deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser uma prática ativa. Ela se manifesta no olhar atento, na escuta sincera, no gesto espontâneo. Está presente quando escolhemos compreender ao invés de julgar, colaborar ao invés de competir, apoiar ao invés de ignorar.

 E é aqui que reside um ponto essencial: a transformação não começa no macro, nas grandes estruturas ou nas decisões distantes. Ela nasce no micro — nos pequenos ambientes que habitamos diariamente. Na família, no trabalho, na vizinhança, nas relações mais próximas. É nesse espaço que a gratidão pode ser cultivada de forma concreta e contínua.

Cada gesto importa. Cada palavra de reconhecimento, cada atitude de apoio, cada momento de presença genuína contribui para criar um ambiente mais humano, mais acolhedor e mais consciente. E quando esses pequenos espaços se transformam, algo maior inevitavelmente acontece.

 Não é necessário esperar por grandes oportunidades para fazer a diferença. Elas estão nos detalhes do cotidiano. Está na escolha de ser gentil quando seria mais fácil ser indiferente. Está na decisão de ajudar mesmo quando ninguém está olhando. Está no reconhecimento sincero do valor do outro.

Se quisermos um mundo melhor, mais justo e mais empático, o caminho começa perto — muito perto. Começa em nós, nas nossas atitudes mais simples e, ao mesmo tempo, mais poderosas.

 Que possamos, portanto, cultivar a gratidão não apenas como sentimento, mas como ação. Que possamos transformar nossos ambientes imediatos com gestos de generosidade e presença. E, assim, somando pequenas transformações individuais, seremos capazes de construir, juntos, um mundo verdadeiramente diferente.

Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

Direitos autoriais preservados conforme legislação pertinente. Caso deseje publicar ou utilizar esse conteúdo pode fazer desde que mencione seu autor e fonte da coleta)


OS PASSOS QUE DOU E NÃO VEJO! A HISTÓRIA QUE SE FUNDE COM O PRESENTE E FUTURO A SOBREVIVÊNCIA DO SER E NÃO DO APENAS FICAR!



(Publicação Jornal A Voz de Serpins - Serpins - Portuga EM ABR/2026)

Há um silêncio que só as pequenas aldeias sabem guardar. Não é o silêncio do vazio, mas o da memória. Caminhar por Serpins é como folhear um livro antigo, daqueles que não se leem com pressa, mas com respeito — porque cada esquina, cada pedra, cada varanda tem algo a dizer.

 Você que anda por Serpins aprecia sua cidade do ponto de vista da história? Você enxerga que todos seus antepassados pisaram passaram pelos mesmos lugares que você hoje passa? O que pensavam? Qula era a pressa que tinham ou melhor, não tinham? Quais foram as alegrias transportadas em cada passo?

 Num tempo em que as cidades crescem para cima e para dentro, engolindo histórias em nome da pressa, há um valor quase resistente em preservar o que é pequeno. Pequeno no tamanho, mas imenso no significado. Aldeias como Serpins não são apenas pontos no mapa; são arquivos vivos de uma identidade que não cabe em arquivos digitais nem em fotografias apressadas.

 Ali, o tempo não é um inimigo a vencer, mas um companheiro a escutar. As casas antigas, com as suas paredes gastas e portas que rangem, não pedem modernização — pedem continuidade. Porque há uma diferença subtil, mas profunda, entre restaurar e substituir. Restaurar é cuidar da memória; substituir é esquecê-la com aparência de progresso.

Preservar a história de pequenas aldeias portuguesas é, antes de tudo, preservar a nossa própria forma de existir. É garantir que as novas gerações saibam de onde vêm, não apenas em termos geográficos, mas culturais e humanos. É lembrar que houve um tempo em que as relações eram feitas à porta de casa, em conversas demoradas, e não mediadas por ecrãs luminosos.

 Mas há um risco silencioso a rondar estes lugares: o abandono. Não o abandono físico apenas, mas o abandono simbólico — aquele que acontece quando deixamos de valorizar o que não está na moda, o que não gera lucro imediato, o que não se transforma facilmente em tendência. E é precisamente aí que reside o perigo maior: quando uma aldeia deixa de ser vivida, ela começa, pouco a pouco, a desaparecer.

 Ainda assim, há esperança. Ela vive nas mãos de quem decide ficar, de quem regressa, e de quem, mesmo de fora, reconhece o valor de proteger. Preservar não é congelar no tempo; é permitir que a história continue a ser escrita sem apagar as páginas anteriores.

 Serpins, como tantas outras aldeias, não pede muito. Pede apenas que a escutem. Que caminhem devagar pelas suas ruas. Que reparem nos detalhes. Que entendam que ali não está apenas um lugar, mas um legado.

E talvez, ao fazê-lo, descubramos algo que as grandes cidades já nos fizeram esquecer: que o futuro também precisa de raízes.

 

Vitor Manuel Simões Marques

Executivo de RH, palestrante, escritor e jornalista

Campinas / SP – Brasil

(Neto de Serpins)

26/05/2026

QUANDO O SILÊNCIO PESA! A SAÚDE MENTAL NAS CIDADES PEQUENAS

 Existe uma ideia confortável — e equivocada — de que a vida em cidade pequena protege contra os males emocionais do mundo moderno. Como se ruas mais calmas, menos trânsito e rostos conhecidos fossem suficientes para blindar as pessoas da ansiedade, da depressão e do esgotamento. Não são. O sofrimento psíquico não respeita CEP. Ele apenas muda de forma — e, muitas vezes, se esconde melhor.

 Aqui, onde “todo mundo se conhece”, também se julga mais rápido. Há um tipo de vigilância silenciosa que inibe a exposição da dor. Falar sobre saúde mental ainda é, para muitos, sinal de fraqueza. Procurar ajuda pode virar assunto na esquina. E assim, entre o medo do rótulo e a ausência de espaços seguros de escuta, muita gente sofre em silêncio — funcional por fora, exausta por dentro.

 É preciso dizer com clareza: não é normal viver constantemente cansado, irritado, sem motivação ou sem esperança. Não é “frescura”, não é “falta do que fazer”, não é “coisa da cabeça” no sentido pejorativo. É saúde — e saúde se cuida.

O problema é que o autocuidado virou, em muitos casos, um conceito superficial. Confunde-se cuidado com consumo: um dia de descanso, um passeio eventual, um “desligar” momentâneo. Tudo isso ajuda, mas não resolve quando a raiz do problema está mais profunda. Autocuidado de verdade exige constância, consciência e, muitas vezes, coragem.

Coragem para reconhecer limites. Para admitir que não está bem. Para pedir ajuda — profissional, inclusive. Psicoterapia não é luxo, é investimento em qualidade de vida. E, sim, ainda há desafios de acesso em cidades pequenas: poucos profissionais, horários restritos, falta de políticas públicas mais robustas. Mas a dificuldade de acesso não pode se tornar desculpa para negligência contínua.

Também é necessário rever hábitos. O excesso de conexão digital, por exemplo, tem amplificado a sensação de inadequação, comparação e ansiedade. A rotina sem pausas, a sobrecarga de responsabilidades e a falta de momentos reais de descanso criam um terreno fértil para o adoecimento. Não se trata apenas de “ter tempo”, mas de criar tempo para si.

 Pequenas mudanças fazem diferença quando são consistentes: estabelecer limites no uso do celular, priorizar o sono, manter alguma atividade física, cultivar conversas reais, reservar momentos de silêncio. Parece simples — e é. Mas não é fácil, porque exige decisão.

 Há, ainda, um papel coletivo que não pode ser ignorado. Precisamos construir uma cultura local que normalize o cuidado com a saúde mental. Que substitua o julgamento pela escuta. Que incentive o apoio, não o afastamento. Famílias, escolas, empresas e lideranças têm responsabilidade nisso. Não basta falar sobre o tema — é preciso agir de forma coerente.

Cuidar da saúde mental não é um ato egoísta. É um compromisso com a própria vida — e, consequentemente, com a qualidade das relações que construímos. Pessoas emocionalmente saudáveis convivem melhor, produzem melhor, vivem melhor. E cidades são feitas de pessoas.

 Talvez o maior risco não seja adoecer — porque isso, em alguma medida, faz parte da experiência humana. O maior risco é naturalizar o sofrimento e seguir em frente como se estivesse tudo bem. - Não está!

 E reconhecer isso não é fraqueza. É o primeiro passo de força.

Que a gente aprenda, como comunidade e como indivíduo, a se cuidar com a mesma dedicação que cuida das obrigações. Porque, no fim das contas, nenhuma vida organizada compensa uma mente em desordem.

A pergunta que fica não é se você tem tempo para cuidar de si. É: até quando você vai adiar esse cuidado?

 Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

Direitos autoriais preservados conforme legislação pertinente. Caso deseje publicar ou utilizar esse conteúdo pode fazer desde que mencione seu autor e fonte da coleta)

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O PODER DO MICRO: A REVOLUÇÃO COMEÇA NA SUA CALÇADA

 Existe uma narrativa confortável — e perigosa — que diz que grandes mudanças dependem de grandes líderes, grandes investimentos ou grandes eventos. É a ideia de que transformar o mundo é tarefa de “alguém lá de cima”. Enquanto isso, aqui embaixo, seguimos esperando. Observando. Reclamando. Transferindo responsabilidade.


Essa lógica, embora comum, é um dos maiores freios do desenvolvimento — especialmente nas cidades pequenas.

Porque a verdade é outra: nenhuma transformação consistente nasce grande. Ela começa pequena, quase invisível, no gesto cotidiano de alguém que decide fazer diferente. O problema é que aprendemos a subestimar o poder do micro. Achamos pouco plantar uma árvore, organizar um mutirão, ajudar um vizinho, propor uma ideia, questionar o que está errado. Mas é exatamente desse “pouco” repetido que nasce o muito.

E aqui entra um ponto crítico: a juventude.

Nunca se falou tanto sobre o potencial dos jovens. Mas, na prática, o que se vê em muitas cidades é um distanciamento crescente. Jovens desacreditados, desmotivados ou simplesmente desconectados da realidade local. Parte disso vem da falta de oportunidades, sim. Mas parte também vem de uma cultura que acostumou essa geração a consumir mais do que construir.

É mais fácil opinar do que agir. Mais rápido criticar do que propor. Mais confortável assistir do que participar.

Mas nenhuma cidade evolui com espectadores.

Se há algo que precisa ser dito com clareza é: a transformação que muitos esperam já poderia estar acontecendo — se mais gente decidisse começar. E começar não exige perfeição, exige movimento.

O jovem que organiza um projeto cultural, mesmo pequeno, já está mudando o ambiente. Aquele que mobiliza amigos para uma ação social, limpa uma praça, apoia uma causa ou até cria um negócio local está fazendo mais pela cidade do que mil discursos sobre o que “deveria ser feito”. A diferença está na atitude.

É preciso também abandonar a ideia de que impacto só existe quando há visibilidade. Nem toda transformação vira manchete. Mas toda transformação deixa marca.

E há um ganho silencioso nesse processo: quem transforma o ambiente também se transforma. Desenvolve senso de responsabilidade, autonomia, liderança e pertencimento. Sai da posição passiva e passa a construir a própria história — e a história do lugar onde vive.

Isso não significa ignorar os problemas estruturais. Eles existem e precisam ser enfrentados. Mas esperar que tudo mude para então agir é inverter a lógica. Muitas vezes, é a ação local que pressiona, inspira e viabiliza mudanças maiores.

Cidades pequenas têm uma vantagem que não pode ser desperdiçada: proximidade. Aqui, as ações se espalham mais rápido, as pessoas se conhecem, os impactos são visíveis. Um movimento ganha força com mais facilidade. Uma ideia encontra menos barreiras para sair do papel.

Mas isso só acontece quando alguém decide sair da inércia.

E talvez esse seja o maior desafio da nossa geração: vencer o comodismo disfarçado de crítica. Parar de apenas apontar o que está errado e começar, de fato, a construir o que pode ser melhor.

Não é sobre fazer tudo. É sobre fazer alguma coisa.

A sua rua pode ser diferente. A sua escola pode ser diferente. O seu grupo de amigos pode ser diferente. E, a partir disso, a cidade também pode.

A pergunta não é mais se é possível transformar. É se você está disposto a ser parte disso.

Porque, no fim, o mundo não muda de uma vez. Ele muda toda vez que alguém decide não esperar — e começa, mesmo pequeno, a fazer.

 Até Breve

Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

Direitos autoriais preservados conforme legislação pertinente. Caso deseje publicar ou utilizar esse conteúdo pode fazer desde que mencione seu autor e fonte da coleta)

 

 

QUANDO PORTUGAL JOGA, O MUNDO PORTUGUÊS SE ENCONTRA

 (Publicação Jornal A Voz de Serpins - Serpins - Portuga EM MAI/2026)

Há qualquer coisa de mágico quando começa uma Copa do Mundo. Não é apenas futebol. Nunca foi apenas futebol. É como se o tempo desacelerasse por noventa minutos e milhões de pessoas, espalhadas pelos quatro cantos do planeta, passassem a respirar no mesmo ritmo.

 Portugal conhece bem esse sentimento.

 Nas ruas de Lisboa, nas aldeias do interior, nos cafés do Porto, nas varandas do Algarve, mas também em Paris, Luxemburgo, Newark, Toronto, Rio de Janeiro, Luanda ou Genebra, há bandeiras que reaparecem das gavetas, cachecóis que voltam ao pescoço e vozes que se unem num mesmo grito. Portugueses que talvez já não falem diariamente a língua com perfeição, filhos e netos de emigrantes que carregam o país no apelido, no sotaque herdado ou numa saudade que nunca visitou um mapa, reencontram-se emocionalmente através da seleção.

 Durante uma Copa, o oceano deixa de separar. Aproxima.

O futebol cria uma rara suspensão das diferenças. Pouco importa a profissão, a posição política, a conta bancária ou o lugar onde cada um escolheu viver. Por instantes, existe apenas um objetivo comum: acreditar. E talvez seja exatamente isso que mais emocione — a capacidade humana de caminhar junta quando existe um sentimento coletivo maior do que o indivíduo.

É curioso perceber como a consciência coletiva se transforma nesses dias. Pessoas que normalmente mal se cumprimentam conversam nas ruas. Cafés silenciosos tornam-se espaços de abraço. Estranhos celebram juntos como velhos amigos. O padeiro, o médico, o estudante, o reformado e o emigrante distante passam a partilhar a mesma ansiedade, o mesmo sorriso e até a mesma superstição.

A pergunta inevitável é: por que conseguimos fazer isso apenas no futebol?

Talvez porque o futebol seja um dos últimos territórios onde ainda nos permitimos sentir pertença sem vergonha. Num tempo em que o individualismo cresce, em que as pessoas se isolam atrás de ecrãs e opiniões, a seleção nacional ainda consegue lembrar que existe força no coletivo.

 E essa talvez seja a maior lição escondida numa Copa do Mundo.

A união de consciências em torno de um objetivo comum não deveria surgir apenas diante de um relvado. Um país também se constrói quando a sua gente se une para defender valores essenciais: dignidade, respeito, educação, solidariedade, memória, cultura e humanidade. O mesmo fervor que pinta ruas de verde e vermelho poderia igualmente mover sociedades mais justas, comunidades mais humanas e relações menos indiferentes.

Portugal espalhou-se pelo mundo há séculos. Levou língua, cultura, trabalho e coragem para continentes inteiros. Hoje, os portugueses espalhados pelo planeta continuam a provar que a identidade não vive apenas no território — vive sobretudo no sentimento de pertença.

E talvez seja isso que uma Copa revela com tanta beleza: um país não é apenas uma geografia. É uma consciência coletiva. É a capacidade de milhões de pessoas sentirem-se parte da mesma história, mesmo quando separadas por oceanos.

Quando Portugal entra em campo, algo maior também entra. Entram memórias de infância, histórias de família, emigrantes que partiram para procurar futuro, avós que ensinaram o hino, crianças que descobrem pela primeira vez o orgulho de pertencer.

No fundo, o futebol apenas acende uma chama que já existia.

A verdadeira questão é o que fazemos com essa chama quando o campeonato termina.

Porque se a humanidade fosse capaz de se unir em torno da paz, da empatia e do bem comum com a mesma intensidade com que se une por uma bola a atravessar uma baliza, talvez o mundo inteiro pudesse finalmente jogar na mesma equipa.

 Até breve!

Vitor Manuel Simões Marques

Executivo de RH, palestrante, escritor e jornalista

Campinas / SP – Brasil

(Neto de Serpins – Filho de Portugal)

 

 



24/09/2025

O CONSUMO EXCESSIVO DE NOTICIAS RUINS PODE TRAZER SÉRIAS CONSEQUÊNCIAS PARA SUA SAÚDE MENTAL

Vivemos em um tempo em que a informação circula na velocidade de um clique. A cada minuto, milhões de conteúdos são publicados, compartilhados e comentados nas redes sociais e nos portais de notícia. Nesse fluxo constante, as más notícias se destacam: tragédias, crises econômicas, escândalos políticos, violência. O que antes se limitava ao noticiário da noite ou às páginas do jornal, agora está à distância de segundos — e pode ser revisitado a qualquer hora. Mas qual o impacto desse consumo incessante de notícias ruins sobre quem as lê?

 A atração pelo negativo - Pesquisas em psicologia mostram que nosso cérebro possui um viés de negatividade: somos naturalmente mais sensíveis a informações negativas do que positivas. Essa característica, que tinha função adaptativa em tempos antigos (estar atento a perigos reais do ambiente), hoje é amplificada pela internet. O resultado é que manchetes dramáticas chamam mais a atenção, geram mais cliques e, consequentemente, circulam mais rápido do que boas notícias.

 


Ansiedade e sensação de impotência - Ler repetidamente sobre tragédias, violência ou crises cria um efeito cumulativo. Muitos leitores relatam aumento da ansiedade, medo generalizado e até sensação de impotência — como se o mundo estivesse fora de controle. Esse fenômeno já foi chamado de doomscrolling: o hábito de rolar a tela em busca de mais notícias ruins, mesmo sabendo do impacto negativo que isso provoca.

 A distorção da realidade - Outro efeito é a percepção distorcida do mundo. Ao se expor majoritariamente a más notícias, cria-se a impressão de que tudo ao redor é hostil e perigoso, quando a realidade é muito mais complexa e multifacetada. Isso pode levar ao pessimismo, ao isolamento social e até ao ceticismo em relação a mudanças positivas.

 

Como lidar com esse impacto:

 Consumo consciente: estabelecer limites de tempo para acessar notícias.

  • Fontes equilibradas: buscar veículos que também tragam boas práticas, avanços científicos e histórias inspiradoras.
  • Reflexão crítica: questionar não apenas o conteúdo, mas também o porquê de ele estar sendo tão divulgado.
  • Equilíbrio na vida offline: investir em atividades que tragam contato humano, lazer e bem-estar, para contrabalançar o excesso de negatividade online.

 

As notícias ruins têm o poder de informar, mas também de desgastar emocionalmente. A internet amplia esse impacto, porque coloca o negativo em constante evidência. Cabe a cada leitor, portanto, desenvolver uma postura mais crítica e saudável diante do fluxo informacional, escolhendo não apenas o que consome, mas também a frequência e a profundidade com que se expõe ao que lê. Afinal, se não podemos controlar todas as más notícias que acontecem no mundo, podemos ao menos controlar a forma como deixamos que elas nos influenciem.

 As boas notícias

Selecionar apenas notícias boas na internet pode melhorar a vida em vários aspectos, mas também tem nuances importantes.

 Como focar em boas notícias ajuda:

  1. Reduz ansiedade e estresse → a exposição contínua a tragédias e escândalos aumenta a sensação de medo e impotência; já conteúdos positivos geram calma e esperança.
  2. Melhora o humor → boas notícias ativam emoções como alegria, gratidão e otimismo, que influenciam diretamente o bem-estar diário.
  3. Aumenta a motivação → histórias inspiradoras de superação, inovação ou solidariedade podem estimular ações mais positivas na própria vida.
  4. Equilibra a percepção de mundo → mesmo em meio a crises, também existem avanços, conquistas científicas e gestos de bondade. Enxergar esse lado ajuda a não ver a realidade apenas sob lentes negativas.

 

Mas há um ponto de atenção !

Ignorar completamente más notícias pode gerar desinformação. Muitas vezes, estar a par de fatos difíceis é necessário para compreender o mundo, tomar decisões conscientes e até se proteger.

 O caminho do meio - O ideal não é viver numa “bolha de positividade”, mas sim equilibrar:

  • Ter contato com informações negativas relevantes (para estar informado e preparado).
  • Escolher também fontes que valorizem notícias construtivas.
  • Estabelecer limites de tempo para não mergulhar em excesso no noticiário.

 Em resumo: sim, selecionar mais boas notícias melhora a vida, pois alimenta emoções positivas e reduz o desgaste mental. Mas o segredo está no equilíbrio: informar-se sem se afogar na negatividade.

 Reflita sobre o uso de seu tempo, verifique senão está focando sua atenção só em coisas más, redimensione seu foco e equilibre sua vida. A vida tem inúmeras facetas, retire o melhor dela para ser FELIZ.

Até breve!

Diretor de RH, Consultor, Palestrante, Escritor e Jornalista - Acadêmico da ACASALE

Contato: vitormarquesy@gmail.com - (19) 99265-6224 (WathsApp)

BLOG: www.vitormsmarques.blogspot.com

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