28/05/2026

COMO ESCREVER PODE TRANSFORMAR A CULTURA DE UM POVO, DE UM PAÍS E ATÉ MESMO DE NOSSO PLANETA

 Ao longo da história, escritores têm sido mais do que simples contadores de histórias — eles são arquitetos da memória coletiva, guardiões da identidade e catalisadores de mudanças sociais. Através das palavras, é possível moldar percepções, questionar estruturas e inspirar novas formas de pensar. Um livro, um poema ou até mesmo um artigo pode se tornar a semente de uma revolução cultural.

 Escrever completa duas particularidades que levam o leitor a identificar estruturas inspiradoras, vejamos quais são essas particularidades do formato de escrita:

 

  • Espelho: reflete a realidade, preservando tradições, valores e modos de vida. Obras como Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, capturam a essência da cultura sertaneja brasileira, eternizando-a para gerações futuras.
  • Farol: ilumina caminhos possíveis, apontando para transformações sociais e culturais. Escritores visionários projetam futuros alternativos, questionam injustiças e inspiram mudanças.

 O poder de questionar e provocar reflexões através da escrita

 Escritores têm a liberdade — e muitas vezes a coragem — de desafiar narrativas oficiais. Ao expor desigualdades, preconceitos e contradições, eles provocam debates que podem levar a mudanças profundas.

 

  • Exemplo histórico: Machado de Assis, com sua ironia e sutileza, desnudou as hipocrisias da elite brasileira do século XIX.
  • Impacto: obras assim não apenas entretêm, mas também educam e despertam consciência crítica.
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A escrita constrói identidades regionais, nacionais e mundiais

 A literatura ajuda a consolidar a identidade de um povo, especialmente em períodos de formação ou crise. Escritores registram mitos, lendas, histórias e experiências que fortalecem o sentimento de pertencimento. Essa influência de poder de penetração diferentes nas duas principais características das nações, vejamos:

 Nações jovens: escritores podem criar narrativas fundadoras que unificam a população.

  • Nações diversas: a escrita pode valorizar a pluralidade cultural, mostrando que a diversidade é parte essencial da identidade.

 Palavras são ferramentas que transformam

 Palavras têm o poder de mobilizar. Um romance pode inspirar movimentos sociais, um poema pode se tornar hino de resistência, e um ensaio pode influenciar políticas públicas.

 Vejamos exemplos:

 

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  •  “A Cabana do Pai Tomás”, de Harriet Beecher Stowe, é frequentemente citada como obra que ajudou a impulsionar o movimento abolicionista nos EUA.
  • Escritores como Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus deram voz a realidades marginalizadas, influenciando debates sobre desigualdade e racismo.

 Importante destacar a influência nesse contexto do formato de escrita poesia, A poesia tem um poder silencioso e, ao mesmo tempo, arrebatador: ela não apenas expressa sentimentos individuais, mas também molda a sensibilidade coletiva de um povo. Ao condensar ideias, emoções e visões de mundo em poucas palavras, a poesia atua como um catalisador cultural, capaz de transformar mentalidades e fortalecer identidades.

 Escritores não apenas registram a cultura — eles a moldam, desafiam e reinventam. Ao criar mundos imaginários ou retratar com precisão o mundo real, eles influenciam a forma como as pessoas pensam, sentem e agem. Em cada página escrita, há a possibilidade de transformar não só a mentalidade de um indivíduo, mas o destino de um país inteiro.

 Dessa forma, sinto orgulho ao poder escrever, fazer parte de um grupo de pessoas que pode transformar esse mundo, aliás ele está precisando muito de transformações positivas.

 Um escritor que transforma o mundo é mais do que alguém que domina a técnica da escrita é um agente de mudança que, por meio das palavras, provoca reflexões profundas, desperta consciências e inspira ações capazes de alterar o curso da história ou a forma como uma sociedade se enxerga.

Sentir que de alguma maneira posso transformar e/ou inspirar pessoas com sensibilidade e coragem, criando textos e até obras que transcendem o entretenimento, tocando o imaginário coletivo, questionando verdades estabelecidas e abrindo caminhos para novas possibilidades culturais, sociais e humanas me enche de orgulho e me empossa de responsabilidade, a qual divido com tantos que assim o fazem, inclusive aos componentes da ACASALE – uma semente transformadora.

Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

Direitos autoriais preservados conforme legislação pertinente. Caso deseje publicar ou utilizar esse conteúdo pode fazer desde que mencione seu autor e fonte da coleta)

COLAPSOS CORPORATIVOS MENTAIS

 O esgotamento simbólico das empresas e das almas que as habitam

 

O presente ensaio propõe uma leitura filosófica e crítica do fenômeno contemporâneo do colapso corporativo, entendido não apenas como crise econômica ou organizacional, mas como expressão simbólica e psíquica do esgotamento do próprio modelo neoliberal de subjetivação. Partindo das reflexões de Byung-Chul Han, Michel Foucault, Gilles Deleuze e Zygmunt Bauman, o texto argumenta que as empresas modernas manifestam sintomas de uma patologia coletiva: ansiedade produtiva, perda de sentido e incapacidade de pausa. Assim, o burnout organizacional é lido como uma forma de colapso mental da própria racionalidade empresarial. O ensaio propõe, por fim, uma ética da lucidez e do limite como possibilidade de resistência e cura para o sistema corporativo contemporâneo.


Nas últimas décadas, o discurso empresarial passou a incorporar termos como propósito, felicidade corporativa e bem-estar organizacional, sinalizando uma tentativa de humanização do trabalho. No entanto, sob a superfície dessa retórica otimista, cresce uma sensação difusa de esgotamento — tanto individual quanto institucional. O colapso mental deixou de ser um problema apenas do trabalhador; tornou-se um sintoma das próprias corporações.

Este ensaio parte da hipótese de que as empresas, enquanto sistemas simbólicos, também adoecem. Assim como os indivíduos, elas desenvolvem mecanismos de defesa, traumas, delírios e crises de identidade. A “mente corporativa” contemporânea — formada por fluxos de capital, cultura e linguagem — reflete e amplifica as tensões da subjetividade neoliberal.

A partir de uma leitura ensaística e filosófica, buscaremos compreender o colapso corporativo mental como expressão de um mal-estar civilizatório, dialogando com autores que pensaram a exaustão do sujeito moderno e os dispositivos de poder que moldam sua psique.

 A mente corporativa e o sintoma do esgotamento

Byung-Chul Han (2015) descreve a “sociedade do cansaço” como o estágio em que a exploração deixa de ser externa e torna-se autoimposta. O sujeito pós-moderno é empresário de si mesmo, permanentemente engajado em superar limites invisíveis.
Nas corporações, esse paradigma é institucionalizado: produtividade ilimitada, engajamento emocional e positividade compulsória. A empresa torna-se uma psique coletiva, onde a ansiedade é convertida em performance e a fadiga em “oportunidade de superação”.

O burnout, portanto, não é apenas uma doença individual — é a febre de um corpo social doente. Ele revela o colapso de um modelo de pensamento que confunde vitalidade com velocidade e confia que toda dor pode ser convertida em eficiência.

 O controle como emoção: a psicopolítica das empresas

Foucault (1975; 1976) mostrou que o poder moderno se infiltra nos corpos e nos gestos; Deleuze (1990) completou essa análise, mostrando que nas sociedades de controle, o poder se torna fluido, modulando comportamentos em tempo real.

Nas corporações contemporâneas, esse poder assume uma forma emocional.
O colaborador não é apenas supervisionado — é psicologicamente induzido a sentir o que o sistema demanda. A cultura organizacional torna-se um regime afetivo, onde a gestão das emoções é uma técnica de controle.
Han (2017) chama isso de psicopolítica: o poder que governa pela liberdade aparente, colonizando a mente através do discurso da autenticidade.

O resultado é paradoxal: quanto mais livre o indivíduo acredita ser, mais profundamente é capturado pelo sistema que o molda. O colapso corporativo, então, é o ponto em que essa captura se torna insuportável.

 O vazio do discurso e a estetização da saúde

A crise mental das empresas manifesta-se também na linguagem.
Palavras como inovação, resiliência e sustentabilidade são repetidas até se tornarem ruído. A corporação fala muito e sente pouco.

Bauman (2001) descreve essa lógica como “liquidez”: uma fluidez que dissolve o conteúdo e transforma tudo em aparência. Assim, programas de bem-estar corporativo e relatórios ESG muitas vezes funcionam como cosméticos simbólicos — tentativas de mascarar o cansaço estrutural.

Han (2015) observa que “a depressão é a doença de uma sociedade que não permite o não”.
Nas corporações, esse “não” foi abolido. A lentidão é suspeita, o silêncio é improdutivo, e a pausa é vista como fraqueza. O resultado é um colapso da negatividade — o desaparecimento da possibilidade de resistência.

 Espelhos quebrados: o humano e o sistema

O colapso corporativo é reflexo do colapso humano.
Foucault (1976) lembra que o poder não apenas reprime, mas produz subjetividades. Ao exigir determinadas formas de conduta, as corporações produzem identidades funcionais — sujeitos moldados para caber nas planilhas.
Essa produção gera um sofrimento específico: o da adequação.

Richard Sennett (1998) chamou esse fenômeno de “corrosão do caráter”: a perda de coerência pessoal diante de um mercado que exige constante reinvenção.
A identidade torna-se provisória, descartável, líquida — e, com ela, a própria sanidade.

A empresa, portanto, não é apenas um espaço de trabalho. É um dispositivo de subjetivação. E quando esse dispositivo perde sentido, o colapso é inevitável — tanto para o indivíduo quanto para a instituição.

 Entre o colapso e a lucidez

Toda mente, humana ou corporativa, só começa a se curar quando reconhece o próprio limite.
A lógica do crescimento infinito é uma recusa simbólica da morte. Mas talvez as corporações precisem reaprender a morrer — a encerrar ciclos, a aceitar o inacabado, a reconhecer a vulnerabilidade como parte da vida organizacional.

Deleuze (1990) afirmava que “resistir é criar”.
A resistência corporativa, portanto, não se dá pela aceleração, mas pela invenção de novos ritmos, novas formas de cooperação, novos modos de respirar dentro do trabalho.
A lucidez — essa consciência de que o sistema também é frágil — talvez seja o primeiro passo para a cura.

 Contextualizando

O colapso corporativo mental é o espelho ampliado de um mundo que perdeu o sentido e confundiu movimento com vitalidade. As empresas, ao internalizarem o ideal de produtividade infinita, tornaram-se vítimas de seu próprio delírio de eficiência.

Reintroduzir a pausa, o silêncio e o limite na vida corporativa não é um gesto romântico, mas político. É um ato de resistência frente à colonização total da mente e do tempo.
Como todo organismo vivo, a empresa precisa reaprender a sentir — e, sobretudo, a duvidar de si mesma.

Pois quando uma corporação perde a capacidade de sentir, ela não apenas deixa de ser humana.
Ela enlouquece.

Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

Direitos autoriais preservados conforme legislação pertinente. Caso deseje publicar ou utilizar esse conteúdo pode fazer desde que mencione seu autor e fonte da coleta)

PESSOAS INESCRUPULOSAS MATAM – FALSIFICAÇÕES!

 Em um mundo onde a confiança do consumidor é essencial para a sobrevivência dos mercados, a presença de pessoas inescrupulosas que falsificam alimentos representa uma ameaça grave e muitas vezes invisível à saúde pública. Esses indivíduos, movidos exclusivamente pelo lucro, não hesitam em manipular, adulterar ou falsificar produtos de consumo alimentar ou de ingestão humano, colocando em risco a vida de milhares de pessoas todos os dias.

 A falsificação de alimentos / bebidas pode ocorrer de diversas formas: adulteração de ingredientes, uso de substâncias proibidas, rotulagem enganosa, ou até mesmo a imitação completa de marcas conhecidas. Leites diluídos, azeites misturados com óleos de qualidade inferior, carnes vencidas reprocessadas, e bebidas alcoólicas produzidas com substâncias tóxicas são apenas alguns exemplos de práticas criminosas cada vez mais comuns.

Esses produtos, muitas vezes distribuídos em mercados informais ou até mesmo em estabelecimentos comerciais regulares, escapam da fiscalização e alcançam o consumidor final sem qualquer garantia de segurança.

 A falsificação de bebidas alcoólicas é um crime cada vez mais comum em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Por trás de rótulos bonitos e garrafas aparentemente originais, podem estar produtos adulterados, perigosos e potencialmente letais. Esse tipo de fraude não só engana o consumidor, como coloca em risco direto a sua saúde — e, em muitos casos, sua vida

Uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Fhoresp, divulgada em abril de 2025, estimou que 36% das bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil são fraudadas, falsificadas ou contrabandeadas. vinhos e destilados são especialmente afetados. Cerca de 1 em cada 5 garrafas de vodca vendidas estaria adulterada. Estima-se que o mercado ilegal de álcool tenha gerado uma perda de R$ 28 bilhões em 2024. No estado de São Paulo foram registrados 9 casos de intoxicação por metanol em 25 dias recentes, atribuídos ao consumo de bebida alcoólica adulterada.

 A motivação por trás dessas ações é quase sempre financeira. Ao reduzir custos por meio da falsificação, os responsáveis conseguem obter lucros significativamente maiores do que se seguissem os padrões legais de produção e comercialização. No entanto, esse ganho ilícito tem um custo altíssimo para a sociedade.

As consequências do consumo de alimentos falsificados são diversas e podem variar de problemas gastrointestinais leves a intoxicações graves, reações alérgicas, doenças crônicas e até a morte. Grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes, são especialmente afetados.

O combate à falsificação de alimentos / bebidas exige ações coordenadas entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil. Fiscalizações mais rigorosas, penas mais severas para os infratores, e investimentos em tecnologias de rastreabilidade e controle de qualidade são fundamentais para reduzir esse tipo de crime.

Além disso, a conscientização da população sobre os riscos de consumir produtos de procedência duvidosa é essencial. O consumidor deve estar atento a sinais de falsificação, como embalagens malfeitas, preços muito abaixo do mercado, ausência de informações obrigatórias nos rótulos e produtos vendidos fora de canais regulares.

Mais do que um crime econômico ou uma infração sanitária, a falsificação de alimentos é uma grave violação ética. Trata-se de um atentado direto contra a saúde e a vida das pessoas. Quem se envolve com esse tipo de prática não apenas burla a lei, mas demonstra total desprezo pela dignidade humana e pela segurança coletiva.

É fundamental que a sociedade como um todo reforce a intolerância a esse tipo de conduta. A denúncia de irregularidades, o apoio a marcas comprometidas com a transparência e a exigência de qualidade devem ser posturas permanentes do consumidor consciente.

 A luta contra a falsificação de alimentos não é apenas uma questão técnica ou legal: é um desafio moral. Proteger a saúde pública exige vigilância, responsabilidade e a atuação firme contra aqueles que, por ganância, colocam vidas em risco. Somente com um esforço conjunto será possível construir um mercado alimentar mais seguro, justo e digno para todos.

 Você cidadão, tem como ajudar. Denuncie falsificadores, eles podem colocar em risco a saúde de seus familiares, amigos e de todas as pessoas. 

É sua obrigação DENUNCIAR


Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

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27/05/2026

ARTISTA - O QUE SÃO?


 

A FORÇA SILENCIOSA DA GRATIDÃO

 Em um mundo cada vez mais acelerado, onde metas, prazos e resultados ocupam o centro das atenções, a gratidão surge quase como um gesto simples demais — discreto, silencioso, muitas vezes negligenciado. No entanto, é justamente nessa simplicidade que reside uma de suas maiores forças: a capacidade de transformar, de dentro para fora, tanto quem recebe quanto, sobretudo, quem oferece.

 Ser grato não é apenas reconhecer o que se ganha, mas, principalmente, valorizar o que se tem e o que se é. É um estado de consciência que desloca o olhar da escassez para a abundância, da reclamação para o reconhecimento. E quando essa postura se traduz em ações — quando a gratidão se manifesta em ajuda, cuidado e generosidade — algo ainda mais profundo acontece.

 Há uma crença comum de que o maior beneficiado em um ato de ajuda é aquele que recebe. Mas a experiência humana mostra o contrário: quem ajuda é profundamente impactado. Ao estender a mão, ao oferecer tempo, atenção ou apoio, ativamos uma energia interna que nos conecta ao sentido mais essencial da existência — o de pertencimento e contribuição. Ajudar é, em última instância, reafirmar nossa humanidade.



 Esse movimento gera um ciclo virtuoso. A pessoa ajudada se fortalece, mas quem ajuda se expande. Há um ganho emocional, psicológico e até físico. Estudos já demonstram que atos de generosidade reduzem o estresse, aumentam a sensação de propósito e fortalecem vínculos sociais. Mas, para além da ciência, há algo quase intuitivo: fazer o bem faz bem.

A gratidão, então, deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser uma prática ativa. Ela se manifesta no olhar atento, na escuta sincera, no gesto espontâneo. Está presente quando escolhemos compreender ao invés de julgar, colaborar ao invés de competir, apoiar ao invés de ignorar.

 E é aqui que reside um ponto essencial: a transformação não começa no macro, nas grandes estruturas ou nas decisões distantes. Ela nasce no micro — nos pequenos ambientes que habitamos diariamente. Na família, no trabalho, na vizinhança, nas relações mais próximas. É nesse espaço que a gratidão pode ser cultivada de forma concreta e contínua.

Cada gesto importa. Cada palavra de reconhecimento, cada atitude de apoio, cada momento de presença genuína contribui para criar um ambiente mais humano, mais acolhedor e mais consciente. E quando esses pequenos espaços se transformam, algo maior inevitavelmente acontece.

 Não é necessário esperar por grandes oportunidades para fazer a diferença. Elas estão nos detalhes do cotidiano. Está na escolha de ser gentil quando seria mais fácil ser indiferente. Está na decisão de ajudar mesmo quando ninguém está olhando. Está no reconhecimento sincero do valor do outro.

Se quisermos um mundo melhor, mais justo e mais empático, o caminho começa perto — muito perto. Começa em nós, nas nossas atitudes mais simples e, ao mesmo tempo, mais poderosas.

 Que possamos, portanto, cultivar a gratidão não apenas como sentimento, mas como ação. Que possamos transformar nossos ambientes imediatos com gestos de generosidade e presença. E, assim, somando pequenas transformações individuais, seremos capazes de construir, juntos, um mundo verdadeiramente diferente.

Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

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OS PASSOS QUE DOU E NÃO VEJO! A HISTÓRIA QUE SE FUNDE COM O PRESENTE E FUTURO A SOBREVIVÊNCIA DO SER E NÃO DO APENAS FICAR!



(Publicação Jornal A Voz de Serpins - Serpins - Portuga EM ABR/2026)

Há um silêncio que só as pequenas aldeias sabem guardar. Não é o silêncio do vazio, mas o da memória. Caminhar por Serpins é como folhear um livro antigo, daqueles que não se leem com pressa, mas com respeito — porque cada esquina, cada pedra, cada varanda tem algo a dizer.

 Você que anda por Serpins aprecia sua cidade do ponto de vista da história? Você enxerga que todos seus antepassados pisaram passaram pelos mesmos lugares que você hoje passa? O que pensavam? Qula era a pressa que tinham ou melhor, não tinham? Quais foram as alegrias transportadas em cada passo?

 Num tempo em que as cidades crescem para cima e para dentro, engolindo histórias em nome da pressa, há um valor quase resistente em preservar o que é pequeno. Pequeno no tamanho, mas imenso no significado. Aldeias como Serpins não são apenas pontos no mapa; são arquivos vivos de uma identidade que não cabe em arquivos digitais nem em fotografias apressadas.

 Ali, o tempo não é um inimigo a vencer, mas um companheiro a escutar. As casas antigas, com as suas paredes gastas e portas que rangem, não pedem modernização — pedem continuidade. Porque há uma diferença subtil, mas profunda, entre restaurar e substituir. Restaurar é cuidar da memória; substituir é esquecê-la com aparência de progresso.

Preservar a história de pequenas aldeias portuguesas é, antes de tudo, preservar a nossa própria forma de existir. É garantir que as novas gerações saibam de onde vêm, não apenas em termos geográficos, mas culturais e humanos. É lembrar que houve um tempo em que as relações eram feitas à porta de casa, em conversas demoradas, e não mediadas por ecrãs luminosos.

 Mas há um risco silencioso a rondar estes lugares: o abandono. Não o abandono físico apenas, mas o abandono simbólico — aquele que acontece quando deixamos de valorizar o que não está na moda, o que não gera lucro imediato, o que não se transforma facilmente em tendência. E é precisamente aí que reside o perigo maior: quando uma aldeia deixa de ser vivida, ela começa, pouco a pouco, a desaparecer.

 Ainda assim, há esperança. Ela vive nas mãos de quem decide ficar, de quem regressa, e de quem, mesmo de fora, reconhece o valor de proteger. Preservar não é congelar no tempo; é permitir que a história continue a ser escrita sem apagar as páginas anteriores.

 Serpins, como tantas outras aldeias, não pede muito. Pede apenas que a escutem. Que caminhem devagar pelas suas ruas. Que reparem nos detalhes. Que entendam que ali não está apenas um lugar, mas um legado.

E talvez, ao fazê-lo, descubramos algo que as grandes cidades já nos fizeram esquecer: que o futuro também precisa de raízes.

 

Vitor Manuel Simões Marques

Executivo de RH, palestrante, escritor e jornalista

Campinas / SP – Brasil

(Neto de Serpins)

26/05/2026

QUANDO O SILÊNCIO PESA! A SAÚDE MENTAL NAS CIDADES PEQUENAS

 Existe uma ideia confortável — e equivocada — de que a vida em cidade pequena protege contra os males emocionais do mundo moderno. Como se ruas mais calmas, menos trânsito e rostos conhecidos fossem suficientes para blindar as pessoas da ansiedade, da depressão e do esgotamento. Não são. O sofrimento psíquico não respeita CEP. Ele apenas muda de forma — e, muitas vezes, se esconde melhor.

 Aqui, onde “todo mundo se conhece”, também se julga mais rápido. Há um tipo de vigilância silenciosa que inibe a exposição da dor. Falar sobre saúde mental ainda é, para muitos, sinal de fraqueza. Procurar ajuda pode virar assunto na esquina. E assim, entre o medo do rótulo e a ausência de espaços seguros de escuta, muita gente sofre em silêncio — funcional por fora, exausta por dentro.

 É preciso dizer com clareza: não é normal viver constantemente cansado, irritado, sem motivação ou sem esperança. Não é “frescura”, não é “falta do que fazer”, não é “coisa da cabeça” no sentido pejorativo. É saúde — e saúde se cuida.

O problema é que o autocuidado virou, em muitos casos, um conceito superficial. Confunde-se cuidado com consumo: um dia de descanso, um passeio eventual, um “desligar” momentâneo. Tudo isso ajuda, mas não resolve quando a raiz do problema está mais profunda. Autocuidado de verdade exige constância, consciência e, muitas vezes, coragem.

Coragem para reconhecer limites. Para admitir que não está bem. Para pedir ajuda — profissional, inclusive. Psicoterapia não é luxo, é investimento em qualidade de vida. E, sim, ainda há desafios de acesso em cidades pequenas: poucos profissionais, horários restritos, falta de políticas públicas mais robustas. Mas a dificuldade de acesso não pode se tornar desculpa para negligência contínua.

Também é necessário rever hábitos. O excesso de conexão digital, por exemplo, tem amplificado a sensação de inadequação, comparação e ansiedade. A rotina sem pausas, a sobrecarga de responsabilidades e a falta de momentos reais de descanso criam um terreno fértil para o adoecimento. Não se trata apenas de “ter tempo”, mas de criar tempo para si.

 Pequenas mudanças fazem diferença quando são consistentes: estabelecer limites no uso do celular, priorizar o sono, manter alguma atividade física, cultivar conversas reais, reservar momentos de silêncio. Parece simples — e é. Mas não é fácil, porque exige decisão.

 Há, ainda, um papel coletivo que não pode ser ignorado. Precisamos construir uma cultura local que normalize o cuidado com a saúde mental. Que substitua o julgamento pela escuta. Que incentive o apoio, não o afastamento. Famílias, escolas, empresas e lideranças têm responsabilidade nisso. Não basta falar sobre o tema — é preciso agir de forma coerente.

Cuidar da saúde mental não é um ato egoísta. É um compromisso com a própria vida — e, consequentemente, com a qualidade das relações que construímos. Pessoas emocionalmente saudáveis convivem melhor, produzem melhor, vivem melhor. E cidades são feitas de pessoas.

 Talvez o maior risco não seja adoecer — porque isso, em alguma medida, faz parte da experiência humana. O maior risco é naturalizar o sofrimento e seguir em frente como se estivesse tudo bem. - Não está!

 E reconhecer isso não é fraqueza. É o primeiro passo de força.

Que a gente aprenda, como comunidade e como indivíduo, a se cuidar com a mesma dedicação que cuida das obrigações. Porque, no fim das contas, nenhuma vida organizada compensa uma mente em desordem.

A pergunta que fica não é se você tem tempo para cuidar de si. É: até quando você vai adiar esse cuidado?

 Vitor M S Marques

Executivo de RH, Escritor e Palestrante

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COMO ESCREVER PODE TRANSFORMAR A CULTURA DE UM POVO, DE UM PAÍS E ATÉ MESMO DE NOSSO PLANETA

  Ao longo da história, escritores têm sido mais do que simples contadores de histórias — eles são arquitetos da memória coletiva, guardiões...