07/05/2019

Vida nos caminhos ou Caminhos da Vida

Nem tudo são flores, cada dia que passa o horizonte se aproxima e as confluências sugerem grandes mudanças, se não no transporte até lá mas no destino de qual ponto cardeal desse horizonte perseguir.

O caminho, muitas vezes tortuoso, com desvios, retornos, às vezes é largeado por pessoas, estas são inconstantes e imprevisíveis...

A persistência é um elemento da bagagem do caminhante desse caminho e ele enfrentará muros construídos ao longo da estrada, estes nos aprecem instransponíveis..

Pensamos inclusive em sentar naspedras que o compõe
e esperar..esperar...

(Vitor Marques)

13/03/2019

A SUA VIOLÊNCIA DE TODO DIA

Mais um dia de noticias violentas, são tantas e de todas as formas...violência de e para homens / mulheres / crianças, entre eles e entre sí. Violências politicas, politizadas e violentadas. Violência de costumes, favores e horrores.

Porque tanta violência?

Talvez porque nem nos damos conta das pequenas violências de nosso cotidiano.
Dos grito das com as crianças, dos roubos dos que não tem nada, da falta de solidariedade, de passar a frente na fila, de não dar lugar aos mais velhos e despreparados, de não dar alimento aos necessitados, de esquecer de dar um muito obrigado, de todo dia não desejar bom dia, de todo dia não olhar no vizinho, no colega de trabalho.

Violência cotidiana que não nos damos conta mas que somada uma a uma compõe pedaço por pedaço uma BOMBA, e ela acaba explodindo como nas escolas, onde jovens são mortos pela sua violência plantada nas pequenas ações, não as dos outros, mas também naquelas que dia a dia construímos nas nossas pequenas atitudes violentas e sonolentas.

ACORDA POVO, NÓS SOMOS PARTE DISSO, não estamos longe pois somamos cada dia nesse caldeirão da violência com as pequenas partes dela, das nossas, das deles.

Vitor Marques
Executivo de RH, Coach e Palestrante


21/02/2019

BOCAS CALADAS – PENSAMENTOS REPRESADOS O QUE TRANSFORMAR?


O trecho da música “Pedágio dos Ventos” de Jean Tassy assim destaca: As bocas caladas enxergam bem mais. Não tem luz prá quem não quis acender velas” isso revela um estado comportamental de introspecção momentânea durante um diálogo ou no êxtase de observação contemplativa. Hoje sinto que isso pode se aplicar ao estado de estagnação espiritual pelo qual a povo brasileiro passa ao se deparar com a quantidade de tragédias humanas, sim, aquelas tragédias causadas pelos ditos “humanos”, tragédias como Mariana e Brumadinho, tragédias preparadas, anunciadas e escondidas nas profundezas da barbárie de alguns, aqueles poucos que são assassinos de muitos.

Nesse contexto das bocas caladas me deparo com o ato de pensar, pensar em como reagir. Sinto a impotência introspectada frente os “poderosos” que castigam e intimidam as palavras sonhadoras que os pais apresentam como objetivo de vida a seus filhos, ou seja, a máxima de que se eu fizesse um pouquinho e assim todos também o fizessem, mudaríamos o mundo.

Triste por ver que isso não é fato, triste por ver tudo ruir no barro que derrete sonhos e vidas, de constatar que há tantos escravos permanentes nesse mundo vil, um mundo metalizado pelo dinheiro podre, dinheiro escravagista. Mundo selado nas entranhas do desprezo a vida e a dignidade humana usado como moeda de troca pela riqueza sangrenta.

Bocas caladas é o que acontece com nosso povo, presos pelo poder de alguns. Vidas tomadas pela ganância dos dominadores. Sonhos selados nas camas dos sufocados pela lama das Marianas e Brumadinhos.

Penso, repenso e não encontro consenso entre o sonho e a realidade. A impotência encobre a ação da liberdade.

São tantos os pensamentos represados, são tantos os desejos de viver com dignidade, são tantos caminhos a percorrer, mas não consigo dar passos, amarrado na roleta viciada somente para alguns jogadores.

Na tristeza das Marianas e Brumadinhos fico amarrado no canto da racionalidade, fico estupefato pela opressão a meu povo, fico esperando a luz para iluminar cabeças pensantes.
Não há o que dizer, afinal sou parte das “bocas caladas”, sou parte da massa que se abaixa para a avalanche da lama, o que fazer?

Talvez escrever, talvez exprimir minha revolta, talvez estourar a represa de meus pensamentos, talvez colocar em texto aquilo que penso e tornar claro a parte que aprendi, fazer um pouco para que todos façam muito.

Vitimas somos todos os dias, dos acidentes de nós mesmos, dos transbordamentos de nossas impotências, mas que bom que depois de uma noite existe o amanhã, o nascer do Sol, mais uma esperança, mais possibilidades de remover montanhas.

Hoje, quero enterrar os desesperos, as decepções, os devaneios e quero sim gritar: Viva a vida, quero estilhaçar as cordas vocais e falar a quatro ventos: “Eu posso transformar o mundo, eu devo fazer a minha parte, devo insistir nos preceitos dos ensinamentos recebidos.

Se uma andorinha não faz verão, seus filhos juntos o farão. Vamos em frente e avante caminhando e seguindo a canção.

Não nos deixemos transformar em Marianas e Brumadinhos, temos que buscar o Édem, aquele mundo descrito em Gêneses, onde rios são correntes de mel e todos vivem bem, sem pecados, sem medos.

Vamos acender nossas velas, somando a luz para que seja um facho de transformação. Feliz renascimento a você, saiamos do conforto de manter a boca calada e coloquemos a “Boca no Trombone”

Vitor Marques
Executivo de RH, Coach e Palestrante





20/02/2019

CATAPULTAR & PULTAR TRANSFORMAÇÕES



A maioria sabe que Catapulta na sua essência é uma máquina de guerra que se destinava a lançar, sobre o inimigo, pedras, dardos ou outros projéteis de grande tamanho, sendo ideal para cercos às muralhas de fortalezas, especialmente utilizadas na era medieval. Quando se arremessa qualquer coisa através dessa máquina, vamos catapultar o objeto em direção a algo.

A outra palavra que dá titulo ao artigo, pultar, tem seu significado nos dicionários da língua portuguesa definido como apanhar no ar, com ambas as mãos.

Uma vez conhecendo as definições e significados das palavras título desse artigo vamos descrever a correlação com as transformações cotidianas que todos nós fazemos em nosso dia a dia, algumas conscientemente e outras de forma inconsciente.

Todos os dias catapultamos nossa energia em função de nossos objetivos pessoais, algumas vezes o que arremessamos está fervente, assim como as bolas de fogo arremessadas na antiguidade contra as paliçadas de castelos e fortalezas. Todos os dias colocamos nossas pedras em nossas catapultas comportamentais e tentamos nos livrar delas, jogando-as longe, é fato de que algumas delas vão se chocar contra outras pessoas muitas vezes causando danos irreversíveis às suas existências.

Não nos damos conta das pedras atiradas, dos ferimentos que causamos, dos estragos que muitas vezes vão demorar anos até a reconstrução, simplesmente carregamos nossa catapulta e arremessamos, doa a quem doer, fira a quem ferir.

São poucas as vezes que carregamos nossa catapulta com flores, com bons fluidos, com energia positiva, afinal está na essência humana que o melhor que temos devemos preservar, guardar, só compartilhamos o excesso.

A consciência plena humana deve mudar esse contexto rotineiro de atirar o restolho de nossas fraquezas, imperfeições e desejos negativos, devemos sim, deixar a munição destruidora de nossa catapulta de lado e trocá-la pela munição de atitudes transformadoras, aquelas que mudam nossa visão de mundo para melhor, aquela que faz com que não ocorram destruições, pelo contrário que elas transformem o deserto no melhor jardim que nossos sonhos já sonharam, em verdes pastagens e sombras com água fresca para alimenta nossa alma.

Pultar, apanhar no ar com nossas mãos, será a atitude de todos nós a cada dia, recebendo tudo isso que será atirado pela humanidade, por nós mesmos, em cada dia. Estaremos pultando as transformações positivas humanas, seremos melhores, seremos realmente humanos.

Basta de energia negativa, dê sorrisos, espalhe apertos de mãos e abraços apertados. Todo dia abrace uma pessoa nova, replique seus bons fluidos (use sua catapulta), utilize sua luz interior para iluminar a vida daqueles que estão conosco na caminhada da vida.

Não se esqueça de falar que ama as pessoas, não se esqueça de seus pais, irmãos, sobrinhos, familiares e especialmente de seus vizinhos. Nos esquecemos daqueles que estão ao nosso lado, nos esquecemos de agradecer, mesmo que não tenhamos uma lista enorme de agradecimentos sempre haverão bons motivos para fazê-lo.

Pulte energias. Transforme sua vida e a de seu país. Seja pró ativo e você contabilizará na sua vida um tesouro gigantesco que ao contrário do dinheiro que não levamos para a nova vida, essa sim, as boas obras, energias e exemplos serão nossa bagagem para os novos caminhos.

Transforme cada segundo de sua vida e verá como ela será mais fácil de ser vivida. TRANSFORMAR É AMAR, A SÍ MESMO E PRINCIPALMENTE AOS OUTROS.

Vitor Marques
Executivo de RH, Coach e Palestrante
vitormarquesy@gmail.com 

07/02/2019

CADA SEGUNDO..CADA DIA, CADA MÊS, CADA ANO É INCRÍVEL...VOCÊ SABIA?


O tempo passou para os atores e para nós, mas a VIDA CONTINUA SENDO INCRÍVEL.
Uma série que curti muito junto de minhas filhas.
Um espirito desbravador tipico dos adolescentes.

Encantava minhas filhas e a nós, os adultos. Veiculada pela TV Cultura fez muito sucesso.

08/01/2019

BRASIL – UM PAÍS DE RESILÊNCIA SECULAR TRANFORMADORA



Caros leitores, estava eu pensando na minha breve vida comparada ao período de existência dessa nação chamada BRASIL e me deparei com as inúmeras transformações pelas quais passou, não as transformações geográficas mas sim as transformações Humanas, aqueles que se relacionam diretamente com seu Povo, então me deparei com uma gama de Super-Heróis, sim, um povo que ultrapassou e vem ultrapassando cada dia da forma com que é engolido, enganado, corrompido, castigado, fustigado, macetado, ofendido, roubado, esculachado, não vou continuar com os adjetivos por risco de ter que

 escrever todas as palavras de nosso dicionário que indicam opressão e escravidão, serão muitas..

Ao constatar que somos um país de Super-Heróis uma outra pergunta invadiu minha mente, ou seja, QUAL (IS) O (S) SUPERPODER(ES) que possuímos? Imaginei raio laser para destruir os escravagistas e opressores. Imaginei o dom da invisibilidade para escapar a cada ataque. Imaginei o dom da força para continuar lutando e se defendendo de cada golpe. Imaginei vários e vários poderes que seriam os escudos para a sobrevivência em todo esse tempo, mas confesso, nenhum deles é tão poderoso que pudesse ser considerado o fator de ainda estarmos aqui.

Então qual seria esse superpoder?

Eis que caminhando pelas pesquisas da vida me deparo com a palavra Resiliência, consulto seu significado no dicionário e me deparo com essa definição: propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica, ou ainda, a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

Está ai a explicação, nosso Povo é RESILIENTE, não há outra explicação para superar tantos obstáculos a sobrevivência dessa nação. Tantos e tudo rema contra, opressores de fora ou daqui, pisoteiam todos os dias em nossos direitos e em nossa liberdade. Uma grande parte desses cidadãos que um dia foram os Resilientes acabam se corrompendo e se tornando opressores, levam o povo a fome, fome de saúde, alimento, educação, respeito, amor próprio, superação.

A dita civilidade acaba se perdendo na pobreza cuneiforme de toda uma população, impugnados em nossas liberdades, amontoados em nossas necessidades, escravizados em nossos deveres (que na realidade são todos os dias ampliados pelos impostos sem troca), vamos usando o superpoder da resiliência para acreditar num novo dia, numa nova oportunidade, num novo amanhã.

Aprendemos a ter Fé, pois é nela que alicerçamos nossos sonhos. Aprendemos a nos apoiar nos pequenos objetivos. Aprendemos a amar o que somos. Estamos aprendendo a protestar, mas ainda tímidos em nossos medos.

No comportamento humano a resiliência significa a construção de novos caminhos de vida, precisamos sempre tirar lições positivas das situações diárias e não ficar remoendo sempre os problemas. Gosto da frase de Carlos Drummond de Andrade que diz “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”, portanto precisamos ter mais resiliência para que possamos conduzir nossa vida e a vida de nosso país com mais saúde e portando sermos mais felizes. Devemos continuar a desenvolver o nosso superpoder da resiliência pois ser resiliente é não se abater com facilidade, não culpar os outros pelos seus fracassos e lutar sempre pelo melhor.

Nos meus pensamentos dessa viagem, acredito que todos nós, Super-Heróis brasileiros ainda teremos um mundo ideal pela frente, mesmo que para filhos, netos, bisnetos. O que penso é que como o Carvalho demora mais de 100 anos para se tornar adulto, é desde hoje que devemos semear a semente da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, pois somente nossos descendentes colherão esse tão doce e saboroso fruto.

Seja resiliente e persistente nos seus sonhos. BRASIL país de nós todos!

Vitor Marques
Executivo de RH, Coach e Palestrante