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30/06/2008

Tal-Lentos - Gestão e "Retenção" ?

Você conhece esse personagem em sua empresa – o Tal-Lento?

Constantemente analisamos e projetamos as formas de transformá-lo em um Talento, pois sabemos seu potencial, sabemos que ele tem características importantes para organização, que podem ser desenvolvidas, mas ainda assim, esse colaborador insiste em ser um Tal-Lento.

Você, um Gestor de Pessoas com formação acadêmica especializada, se lembra que todos seus mestres de formação sempre lhe orientaram ser possível atuar junto as pessoas e apresentar condições de serem melhores e se tornarem indispensáveis à organização, tanto nos aspectos comportamentais quanto nos técnicos, então, você faz a sua parte, mas ainda assim, esse colaborador continua a ser um Tal-Lento.

Suas opções vão se esgotando: treinamentos, conversas, avaliações de desempenho com devolutivas duras e diretas, alinhamentos com a coordenação e com a gerência.

Acreditando que o colaborador está estressado, negocia suas férias, mas, em seu retorno, ele continua a se comportar com um Tal-Lento.

Finalmente, a área de Gestão de Pessoas acaba por ser julgada como incapaz de atuar neste colaborador, definido como Tal-Lento, pois ele continua a não corresponder às necessidades comportamentais ou técnicas necessárias ao cargo que ocupa.
Chega então o momento da decisão final: O que fazer com o Tal-Lento?

Algumas empresas vão por um caminho equivocado e promovem o Tal-Lento esperando que com novas atribuições ele melhore seu desempenho. Outras diminuem a régua de exigência para que o cargo se ajuste a ele e não o contrário.

O que você faria?

A área de Gestão de Pessoas, utiliza ferramentas de gestão e com esse fato é fácil imaginar que há limites para cada utilização de ferramental. Quando se utilizam mecanismos de gestão há de se considerar os limites de aplicabilidade, de resolução dos conflitos, afinal, existe a mínima margem de tolerância para provar que nem tudo pode ser recuperado. O Tal-Lento não se ajusta à sua organização, mas com certeza, em outras ele poderá encontrar a justa e merecida afinidade, por isso, não se sinta mal se, depois de toda uma atuação de gestão focada, organizada e institucionalizada, você chegar ao veredicto de que nessa regra de Gestão e Retenção de Talentos encontrou uma exceção e o Tal-Lento deverá ser desligado de sua organização.

Mas o processo se encerra aí, após essa decisão?
Claro que não!
Mesmo aos colaboradores desligados, é importante manter um programa de acompanhamento de interesse em sua recolocação. Algumas empresas, mesmo não contratando serviços de outplacement, organizam sua área de recrutamento e seleção para dar apoio ao ex-colaborador. Orientam-no a formatar seu currículo, fazem uma preparação para as novas entrevistas, enviam material informativo sobre o mercado de trabalho – enfim, mantém um processo de acompanhamento, transmitindo a esses ex-colaboradores uma mensagem subliminar “Apesar de não existir sinergia entre você e a nossa organização, considerando que ambas as partes fizeram o possível para que isso ocorresse, acreditamos no seu potencial e estamos dispostos a ajudá-lo a encontrar seu novo espaço no mercado de trabalho”.

Pense nisso na hora de administrar seus Tal-Lentos, não os abandone.


Vitor Marques
Gestor de Pessoas, Consultor e Palestrante
vitormarquesy@yahoo.com.br

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