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13/01/2011

CATASTROFES OPOSTAS


Amigos

Realmente fico imaginando até onde a humanidade pode chegar com sua cegueira.

As catastrofes naturais que nos assolam, aliás não tão naturais assim pois são consequências da ocupação desordenada do solo, sem a preocupação com a natureza da qual fazemos parte e deveríamos nos integrar a ela e não a desintegrar e as atitudes que a sociedade toma cega à realidade.

Ontem, a contabilização da assolação de chuva e lama sobre a população serrana do Rio de Janeiro, o desespero de pessoas que perderam familias inteiras (dos ascendentes aos descendentes) e a apresentação de um jogador de futebol na capital movimentava mais de 20 mil pessoas em estado de euforia, comemorando a imbecilidade economica do futebol (O jogador ganhará mais de $ 1.800.000,00 mensais)

Não sei bem como definir isso, posso nominar milhões de palavras para isso e ao mesmo tempo não terei certeza de que somente uma delas poderá resumir o sentimento que tenho em meu peito.

O brasileiro fala que somente em nossa lingua conseguímos resumir numa só palavra um grande sentimento. Na palavra SAUDADE, portanto nesse momento ao invés de usar palavras de repulsa à comparação que acabei de relatar, prefiro assim escrever:

Saudade dos tempos em que pessoas valiam mais do que dinheiro,
Saudades dos tempos em que podíamos cumprimentar nosso vizinho sem barreiras, sem alarmes, sem reservas, apenas usando uma cadeira na calçada.
Saudades do tempo em que havia primavera, verão outono e inverno bem definidos e aproveitados em sua essência.

Saudades do tempo em que a palavra solidariedade significava comprometimento

Saudades

Vitor Marques
Palestrante e Gestor de Pessoas

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