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14/05/2012

SÓ PARA MULHERES ...

GM muda sua cultura para dar mais espaço às mulheres Fonte:http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304371504577402712290654698.html Por ALAN MURRAY Quando Dan Akerson assumiu o comando da reestruturação da General Motors Co., pouquíssima gente poderia prever o impacto quase imediato que ele teria numa frente bem específica: dar à mulher papéis de maior destaque na montadora. O The Wall Street Journal conversou com o presidente da GM sobre a contribuição de executivas, diretoras e engenheiras na reinvenção da montadora americana. Confira a seguir trechos editados da conversa. Alan Murray: A indústria automobilística é, provavelmente, uma das mais dominadas pelo sexo masculino. Por que essa campanha para promover e atrair mais mulheres? Genesis Photos for The Wall Street Journal Para Dan Akerson, o que importa não é o gênero, mas o talento Dan Akerson: Não sei se foi um esforço consciente ou apenas um reconhecimento do talento. Toda pessoa é meio prisioneira de seu passado. Lá em casa, minha mãe era uma forte presença. Teve mais influência sobre mim do que meu pai, que eu tanto amava. Minha mãe era ambiciosa, talentosa, corria riscos. Quando eu tinha 11 anos, foi trabalhar de caixa numa loja. Chegou a gerente-adjunta. Se não fosse mulher — e não digo isso de forma pejorativa — teria sido a gerente. O próprio gerente dizia isso. Para mim, portanto, a questão não é o sexo, mas a capacidade. Quatro dos 12 membros do conselho da GM são mulheres. A Mary Barra [vice-presidente mundial de desenvolvimento de produtos] é uma das executivas de maior talento que conheço. Dirigia o departamento de recursos humanos, mas tinha passado pelas áreas de produção e engenharia. Dirigiu fábricas. Numa empresa tradicional como a GM, o diretor de RH é visto como a pessoa por trás do trono, sussurrando no ouvido do rei (...). Não gostava disso. Agora, ela chefia o desenvolvimento de produtos no mundo todo. Murray: Deve ser a primeira mulher a ocupar um posto como este, certo? O trabalho exala testosterona. Akerson: É verdade, há muito disso na indústria automobilística. Diria que a Mary é igualmente boa para lidar com a burocracia quanto para distinguir o que é importante do que não é. E tem uma capacidade tremenda de trabalhar com os outros. Murray: O sr. foi criticado devido a essa nomeação. Akerson: Pois é. Para ser sincero, fiquei surpreso. Disseram que era porque eu não era do setor. Hoje, no entanto, estou para dizer que ser do setor não é a melhor coisa, pois foram caras do setor que deixaram a indústria à beira do colapso. Se você parar para pensar, a lista de mulheres [em cargos importantes] na GM hoje inclui a diretora da Chevrolet na Europa; a do nosso terceiro maior mercado, o Brasil; a diretora mundial de manufatura; a diretora de RH. Eu não queria as mulheres ocupando só os cargos tradicionalmente reservados a elas. Murray: Cargos sem ligação com operações. Akerson: Isso. Algumas de nossas maiores fábricas são dirigidas por mulheres; 20% do pessoal técnico é do sexo feminino. Buscamos líderes com formação em engenharia, pois essa é uma empresa complexa e de base técnica. Murray: O sr. disse que [o WJS] devia ter citado a Mary Barra na reportagem recente sobre mulheres que um dia poderão chegar à liderança de grandes empresas. O próximo diretor-presidente da GM vai ser ela? Akerson: Não sei. É uma candidata. Não me surpreenderia se fosse. Creio que há uma série de candidatos qualificados. Murray: Há quatro mulheres entre os 12 membros do conselho de administração da GM. Isso afeta a cultura para a mulher na organização? Akerson: Sim. Sempre é bom ver alguém igual a você crescendo, com possibilidade real de chegar ao topo. E isso vale para o sexo, a raça, a etnia. Murray: O sr. chegou na empresa há três anos, logo após a saída da GM do processo de recuperação judicial. Com tudo o que a montadora tinha para se preocupar naquele momento, como e por que fazer disso uma prioridade? Akerson: Não diria que fiz disso uma prioridade. Era uma segunda prioridade. A maior de todas era colocar a empresa em ordem. A GM teve de nascer de novo. E agora estamos buscando transformar uma empresa boa numa empresa excelente

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