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30/03/2017

QUERO TERCEIRIZAR. MAS O QUE E QUANDO?


Uma máxima discutida aos quatro cantos do Brasil atualmente, a Terceirização como solução ou não para os problemas do desemprego, porém aqui não vou discutir os meandros políticos dessa ação de liberar a terceirização irrestrita, ainda mais se associada à flexibilização total das relações trabalhistas entre empregados e empregadores, um clima que pode ser o prenúncio de balburdia social vindoura, um anúncio de que daqui a alguns anos estejamos num emaranhado de serviçais profissionalmente enlaçados no turbilhão ” Do manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Hoje quero falar do meu país que colocou nas Pessoas uma atitude que terceirizar é resolver tudo e de qualquer forma, vejamos:

Quem de vocês, dia após dia, não vai a uma loja, um serviço público, a uma mercearia ou ao supermercado, onde quer que seja, um local onde deveria ser atendido como “rei”, afinal no marketing se trata clientes como “sua majestade o cliente”, mas ao contrário, você é quase expulso desses locais, é subjugado quando o local onde deveria dar a você o melhor dos atendimentos faz com que pelo poder do  ter o que você deseja, o humilha perante seus direitos, pelas condições de querer impor a condição dele e não as que você tem.

Sabe por que isso acontece? O atendimento das Pessoas nesse país está TERCEIRIZADO, está imposto goela abaixo pelas Pessoas que o atendem, A prestação de serviços está condenada por pessoas que terceirizam sua responsabilidade aos outros pois que acham que é melhor o outro fazer do que ela mesmo; está terceirizado nos ditos “procedimentos” que não podem ser quebrados; está terceirizado na expressão “isso não é comigo, é com fulano ou beltrano, ou é no outro setor”; está terceirizado na acomodação de transferir para o próximo a responsabilidade de assumir seus próprios os erros. Ah! Os acertos todos querem que sejam reconhecidos, mas seus erros e obrigações são terceirizados.

Está terceirizado na ignorância de condicionar uma ida ao banheiro do cliente a ter que consumir algo no estabelecimento; está terceirizado na falta de preocupação humana  com o outro, pois canso de ver  que ao invés de oferecer um copo de água ao cliente, o atendente informa que a lanchonete fica próxima; está terceirizada na falta de educação proposital que o país impôs ao cidadão, para ser burro o suficiente para não exigir seus direitos minímos.
Enfim, há muito tempo que o país vem terceirizando suas responsabilidades, transferindo-as e retransferindo suas tarefas sociais, das mais básicas as mais necessárias, terceirizando ao vento e ao léo, inconsequentemente. Tarefas mínimas do bom atendimento, de respeito ao direito do outro no dia a dia, ano a não, século a século. As atitudes da terceirização que falo se transformaram no imbróglio que hoje somos herdeiros.

Hoje, terceirizar atividades profissionais como vem sendo discutido, nada mais é do que aperfeiçoar a eterna terceirização que meu país vem tendo ao longo dos séculos de sua existência, mais um risco Brasil.

Terceirizar é transferir a outro a sua responsabilidade, porém a quem interessa essa transferência, penso que aqueles que querem continuar em seu trono sendo servido pelos serviçais de plantão (O Povo), penso que aqueles que querem no conforto de suas poltronas continuar a acender um charuto dito como da Paz, porém falsa, de aparência porque o Povo continua lutando e morrendo nos campos de batalha da vida, um país tão rico e tão pobre, um país tão maravilhoso e tão perigoso, talvez os que mandam estejam esquecendo que a história cobra um preço alto pelo desprezo e pela corrupção, nem digo pela corrupção do dinheiro mas sim pela corrupção das Pessoas

Até a próxima semana! Terceirizada ou não.



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