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05/06/2008

SAPIÊNCIA CORPORATIVA - O Halloween Nacional

O RESGATE DO CHAMÃ CORPORATIVO...

Estava eu analisando o porque do Brasil estar importando a cultura do Halloween, não entendendo os motivos pelos quais estamos valorizando algo que “não nos pertence” em detrimento de nossa tão rica cultura folclórica e intercontinental, mas a verdade é que esse pensamento me levou a uma palavra, a sapiência e que por sua vez acabou por fazer um link com o mercado corporativo.
Bem isso tudo para dizer que gostaria de compartilhar com os queridos leitores essa visão e o desejo de preservação dos chamãs sapienses.

Vejamos: Sapiência - esta palavra não quer dizer:

- Ciência que estuda os sapos, ou
- Ciência que estuda os Homo Sapiens

Tal palavra está em desuso no vocabulário para maioria dos cidadãos brasileiros, mas vejamos o que o dicionário explica sobre seu significado:

Sapiência - conhecimento das coisas divinas e humanas; sábio; erudito.

Os primeiros seres sapientes de que se tem notícia foram localizados ainda na pré-história, ou seja eram aqueles que se encarregavam da ciência da cura, da transmissão da arte e da estória passada e futura, muitas vezes apelando para o auxilio das divindades, dos espíritos e outras vezes pelas curas disponíveis nos recursos naturais de que dispunham – assim surgiram os chamãs, seres que dominavam a sapiência e por conseqüência passaram a ter um lugar de destaque na sociedade desde aquela época até nossos tempos.

A abordagem que quero colocar nesse texto não está ligada a medicina ou a religião, o que quero analisar é a SAPIÊNCIA CORPORATIVA aplicada aos nossos dias, ou seja, a atuação identificada como sapiência em muitos de nossos gestores organizacionais, seja de qualquer área e de qualquer ramo da produção humana.

Esses gestores no decorrer do caminho profissional se tornam sábios pelo conhecimento que adquirem ao longo da carreira, pela grande gama de situações que lhe são impostas na constante mutação humana e empresarial. São seres alquimistas, transformadores de ferro em ouro (transformando seres incapacitados, improdutivos para seres produtivos e capacitados – mesmo que limitados a um número aceitável de sua produção). São gestores sapientes, que ao receberem suas missões de curas corporativas, chamam para si as energias dos velhos chamãs a fim de transpor obstáculos e encontrar todas as curas possíveis, e é claro sem perder seus guerreiros.

Os seres sapientes de que falo são aqueles que aprenderam a aprender, que se energizam com a informação do que pode e deve ser feito, que deixam de lado imposições e aprendem a racionalizar seus projetos. Os seres sapientes de que falo tem razão e emoção caminhando lado a lado, aplicam os conhecimentos mais antigos da humanidade em beneficio dela mesma, preservam o equilíbrio ecológico, não são devoradores de homens.

A grande disponibilidade de conhecimento in natura, por si só não pode tornar gestores em seres sapientes, pois essencialmente ao conhecimento in natura se deve agregar o conhecimento prático e pragmático para assim formar um perfil de chama sapiente e pró-ativo.
Na antropologia vários estudos são direcionados para através do conhecimento da humanidade atingirmos o conhecimento da evolução em seus diferentes estágios, o que precisamos é direcionar esforços de valorização dos seres sapientes e dar a estes a verdadeira importância, pois são herdeiros genéticos de toda cultura humana e neste caso da cultura organizacional que nem sempre estará disponível em livros, matérias ou discursos gravados na net.

Valorizem seus chamãs corporativos, seus gestores sapientes e descubram que a verdadeira essência da humanidade está em tê-los ao seu lado, caminhando para a saúde integral corporativa (Empresa e Colaboradores)

A preservação na prática > Uma das culturas de preservação de chamãs é a possibilidade de que as empresas ao terem seus sapientes aposentados os transformem em consultores, que visitarão a empresa periodicamente e serão convidados a analisar situações especificas de sua área de conhecimento – é uma aplicação prática da sabedoria dos chamãs, pois para uma tribo um chamã é parte da mesma inclusive após sua morte.

Abraços

Vitor Marques
Consultor de Gestão de Pessoas e Palestrante Motivacional
vitormarquesy@yahoo.com.br

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