VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

12/09/2008

NOTICIA - Uma entidade empresarial pelo "Não Trangênico"

por Dal Marcondes
fonte:http://dalmarcondes.blig.ig.com.br/

Foi criada ontem em São Paulo uma entidade, a Abrange (Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados) que reúne um grupo de grandes empresas do setor de alimentos que não trabalham com OGMs (Organismos Geneticamente Modificados). Na coletiva de imprensa estiveram jornalistas dos principais veículos que cobre o agronegócio no Brasil e foi interessante acompanhar as perguntas feitas pelos colegas. A maioria focada na relação custo-benefício entre transgênicos e não transgênicos. Se os mercados estariam dispostos a consumir grãos e derivados não transgênicos e a que preço e coisas nesta linha.

Muito pouco se falou sobre a opção por produtos que levam em conta o “princípio da precaução” em um ambiente já tão impactado por outros fenômenos provocados pela atividade humana. Modelo de mercado, nem pensar. Mesmo a entidade, que merece aplausos pela iniciativa, não se coloca claramente contra transgênicos, mas apenas defende sua opção de produzir a partir de matérias primas não modificadas.

Poucos se lembram de que o transgênico não é o “padrão” do mercado. O padrão é o organismo não geneticamente modificado, que tem milhares de fontes de sementes e melhoramento baseado no procedimento tradicional da pesquisa. Como também poucos se lembraram de que mercados que vetam o transgênicos formam um importante trampolim para a retomada dos cultivos convencionais e que mercados que compram transgênicos não apresentam nenhuma restrição à compra do não transgênico.

De qualquer forma, creio que o mais importante no lançamento da Abrange, que reúne empresas como Grupo André Maggi, Brejeiro,Caramuru Alimentos, Imcopa e Vanguarda, mostra uma reação de empresários em defesa de um modelo de negócios baseado na não transgenia. Isto tem Impactos muito positivos em toda a cadeia produtiva, principalmente porque até aqui as sementes modificadas geneticamente estavam ganhando espaço graças a uma ofensiva de comunicação das empresas do ramo da biotecnologia de modificação genética, enquanto os cltivos tradicionais só eram defendidos por organizações ambientalistas.

A conversa agora é entre empresas, gente que fala a mesma língua e que vai trabalhar para conquistar corações e mentes de agricultores e consumidores em prol de cultivos convencionais. Este é um contraponto necessário para que a sociedade compreenda não apenas o que se pode ganhar com os cultivos de OGM, mas principalmente o que se pode perder. A agricultura convencional tem milhares de fontes de sementes de boa qualidade, enquanto a agricultura transgênica ficará certamente à mercê de uns poucos produtores globais de sementes (talvez apenas um), como alertou um diretor da nova entidade.

Nenhum comentário: