22/09/2026

O VOTO QUE NÃO PODEMOS DEIXAR DE DAR <> ESPECIALMENTE AOS IDOSOS COM 70 ANOS OU MAIS

 

O VOTO QUE NÃO PODEMOS DEIXAR DE DAR

ESPECIALMENTE AOS IDOSOS COM 70 ANOS OU MAIS

 

Por Vitor M S Marques

 Há momentos na história de um país em que ficar em casa também é uma escolha. E, quando chega o dia da eleição, deixar de ir à urna significa abrir mão de uma das mais importantes ferramentas que a democracia coloca nas mãos de cada cidadão: o voto.

Em 4 de outubro, o Brasil voltará às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Será mais uma oportunidade para cada brasileiro olhar para o país, para sua cidade, para sua família e perguntar: que Brasil queremos construir para os próximos anos?

Em cidades onde existe uma expressiva população idosa, essa pergunta ganha ainda mais significado.



São homens e mulheres que acompanharam décadas da história brasileira. Viveram diferentes governos, mudanças econômicas, crises, períodos de esperança e também momentos difíceis. Muitos trabalharam uma vida inteira, criaram filhos, ajudaram a construir suas comunidades e chegaram à terceira idade carregando uma experiência que nenhuma estatística consegue medir.

Por isso, o voto de uma pessoa idosa não é apenas mais um voto.

É também memória.

É experiência.

É responsabilidade com as próximas gerações.

A Justiça Eleitoral garante prioridade de atendimento às pessoas com 60 anos ou mais, e aquelas com mais de 80 anos têm prioridade sobre os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada.

É importante lembrar também que, no Brasil, o voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos. Mas facultativo não significa sem importância. Ao contrário: justamente por não existir a obrigação legal, a decisão de sair de casa e votar representa uma manifestação consciente de cidadania.

E aqui faço um apelo especialmente aos filhos, netos, sobrinhos e demais familiares.

Se seu pai, sua mãe, seu avô, sua avó ou alguém próximo tem dificuldade para chegar ao local de votação, não espere que essa pessoa peça ajuda. Ofereça.

Pergunte:

“Você quer votar? Posso levar você?”

Às vezes, uma simples carona pode representar muito mais do que um deslocamento até uma escola ou outro local de votação. Pode significar respeito pela história de quem está ao nosso lado.

Não devemos transformar a eleição em uma disputa de torcidas. O voto não deveria ser um ato de raiva, vingança ou paixão cega. Deve ser resultado de informação, reflexão e responsabilidade.

Cada eleitor tem o direito de escolher livremente aqueles que considera mais preparados para representar seus interesses e os interesses do país. O que não podemos é entregar essa decisão aos outros por comodismo, descrença ou desânimo.

O Brasil enfrenta problemas sérios e conhecidos: corrupção, desperdício de recursos públicos, dificuldades na gestão, desigualdades, insegurança, desafios na saúde, na educação, na geração de empregos e na qualidade dos serviços públicos.

Nenhuma eleição resolve tudo sozinha. Nenhum político, independentemente de partido, consegue transformar o país por decreto.

Mas é nas urnas que começa a escolha de quem receberá a responsabilidade de administrar recursos públicos e tomar decisões que afetarão milhões de brasileiros.

Por isso, não votar não pode ser nossa resposta à decepção com a política.

Se estamos insatisfeitos, precisamos conhecer os candidatos, verificar suas propostas, observar seus históricos, comparar ideias e fazer nossa escolha de maneira consciente.

O voto não é uma procuração em branco.

É uma responsabilidade.

E, para aqueles que viveram muitas eleições, talvez seja também uma oportunidade de dizer às novas gerações: nós não construímos este país para desistir dele agora.

Aos mais jovens, fica outro recado: ajudem os mais velhos.

Levem-nos às urnas. Ajudem-nos a consultar informações oficiais. Respeitem suas escolhas. Não tentem escolher por eles. Apenas ofereçam aquilo que muitas vezes eles precisam: presença e companhia.

No dia 4 de outubro, cada um de nós terá cinco escolhas na urna, referentes aos cargos em disputa.

Que façamos essas escolhas com serenidade, consciência e responsabilidade.

Porque o Brasil não pertence aos políticos.

O Brasil pertence aos brasileiros.

E talvez uma das maiores demonstrações de respeito pelo país seja justamente esta: sair de casa, chegar à urna e exercer, livremente, o direito de escolher.

Para quem já viveu muitas décadas, votar pode ser também uma forma de dizer:

“Eu ainda acredito que o meu país pode ser melhor.”

E para quem é mais jovem, acompanhar esse gesto pode ser uma oportunidade de compreender que democracia não se constrói apenas reclamando.

Democracia também se constrói participando.

Neste ano, especialmente, não deixe que o cansaço, a descrença ou a dificuldade de locomoção decidam por você.

Se puder votar, vote.
Se precisar de ajuda para chegar, peça.
Se alguém precisar de ajuda, ofereça.

O futuro do Brasil também passa pela nossa capacidade de não desistir dele.

 

Até a próxima semana e com a consciência de que devemos fazer o melhor pelo Povo do Brasil!

 

Vitor Marques é Executivo de RH, Jornalista, Escritor e Consultor de Empresas

Blog www.vitormsmarques.blogspot.com

 

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